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Estratégia de Negócios

Matriz GE-McKinsey: além do crescimento e da participação

1 min de leitura · Matriz GE-McKinsey

A matriz GE-McKinsey foi desenvolvida na década de 1970 pela consultoria McKinsey para a General Electric, que precisava decidir onde investir dentro de um portfólio muito diversificado. Ela é vista como uma evolução da matriz BCG: em vez de apenas dois critérios, usa dois eixos compostos, cada um formado por vários fatores ponderados.

  • Atratividade do mercado: tamanho, crescimento, margens, intensidade da concorrência, riscos e barreiras.
  • Força competitiva da unidade: participação, marca, capacidade de inovação, custos, qualidade, relacionamento com clientes.

Cada eixo é classificado como baixo, médio ou alto, o que gera uma grade de nove quadrantes.

As três zonas de decisão

  • Investir e crescer: mercados atraentes em que a empresa é forte.
  • Seletividade: posições intermediárias. Investir com critério, protegendo o que rende.
  • Colher ou desinvestir: mercados pouco atraentes e posição fraca.

Como montar a análise

  • Escolha de 5 a 8 fatores para cada eixo, com base no que importa naquele setor.
  • Atribua pesos que somem 100%.
  • Dê notas de 1 a 5 a cada fator, com base em evidências.
  • Calcule a nota ponderada de cada eixo e posicione a unidade na grade.

Vantagens e limites em relação à BCG

A GE-McKinsey é mais flexível e realista, pois considera vários fatores, mas também é mais subjetiva: os pesos e as notas dependem do julgamento de quem avalia. Para reduzir o viés, faça a pontuação em grupo e peça que cada nota seja acompanhada de um dado ou de uma justificativa.

A matriz não decide por você. Ela organiza a discussão sobre onde vale a pena colocar o próximo real.