Estratégia de Negócios
As Cinco Forças de Porter na era das plataformas
1 min de leitura · Cinco Forças de Porter
Em 1979, Michael Porter publicou na Harvard Business Review "How Competitive Forces Shape Strategy", que se tornou a base da análise de atratividade de um setor. Em 2008, ele revisitou o modelo no artigo "The Five Competitive Forces That Shape Strategy". A ideia central: a rentabilidade de um setor depende de cinco forças, não apenas da concorrência direta.
As cinco forças
- Rivalidade entre concorrentes existentes.
- Ameaça de novos entrantes.
- Ameaça de produtos ou serviços substitutos.
- Poder de negociação dos compradores.
- Poder de negociação dos fornecedores.
O que mudou desde 1979
Nas últimas décadas, o modelo ganhou nuances importantes:
- Barreiras de entrada digitais: abrir um negócio online é barato, o que aumenta a ameaça de novos entrantes, mas efeitos de rede e dados criam novas barreiras para quem já está grande.
- Substitutos vêm de outro setor: o concorrente da sua agência pode ser uma ferramenta de automação, não outra agência.
- Poder do comprador: comparadores de preço e avaliações públicas transferem poder ao cliente.
- Complementadores: alguns autores, como Brandenburger e Nalebuff, propõem considerar quem torna seu produto mais valioso, um ponto que o modelo original não destaca.
Como aplicar em uma reunião de estratégia
Para cada força, classifique a intensidade como baixa, média ou alta e escreva uma justificativa com base em fatos. Depois pergunte: onde a empresa pode se posicionar para se proteger das forças mais intensas ou influenciá-las a seu favor? Essa resposta é a estratégia.
A análise não diz o que fazer. Ela mostra onde o setor concentra o lucro e quanto dele sobra para você.