Análise Institucional
Cultura organizacional: os três níveis de Edgar Schein
1 min de leitura · Modelo de Schein
Edgar Schein, professor do MIT Sloan, é uma das principais referências no estudo da cultura organizacional. Em "Organizational Culture and Leadership" (1985), ele propôs que a cultura não é o que a empresa diz sobre si mesma, mas o conjunto de pressupostos que o grupo aprendeu ao resolver seus problemas e que passa a considerar óbvios.
Os três níveis
- Artefatos: o que se vê e se ouve. Ambiente, rituais, linguagem, código de vestimenta, estrutura e processos visíveis.
- Valores declarados: o que a organização diz valorizar. Missão, valores e discursos de liderança.
- Pressupostos básicos: o que realmente orienta o comportamento, em geral de forma inconsciente. É o nível mais profundo e mais difícil de mudar.
Onde mora o problema
A maioria das empresas tenta mudar a cultura no nível dos valores, com novos cartazes e uma nova declaração de propósito. Mas o comportamento vem dos pressupostos. Se a empresa declara "inovação" e pune quem erra, o pressuposto real é "errar é perigoso", e é esse que vai prevalecer.
Como diagnosticar
- Observe os artefatos e pergunte o que eles significam para quem convive com eles.
- Compare os valores declarados com o que acontece nas promoções, demissões e reuniões.
- Identifique as diferenças entre discurso e prática. Elas apontam os pressupostos reais.
- Ouça os recém-chegados: eles ainda percebem o que os antigos já não enxergam.
O papel da liderança
Para Schein, os líderes moldam a cultura principalmente por aquilo que prestam atenção, medem, recompensam e toleram. Como reagem a crises, quem contratam e quem promovem comunica mais do que qualquer comunicado interno.
A cultura de uma empresa é o que as pessoas fazem quando ninguém está olhando.
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